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Comida Afetiva

 

O alimento é uma necessidade humana fundamental que influencia tanto o estado fisiológico quanto o emocional. Nos alimentamos não apenas como um meio para a saciedade, mas também como conforto ou recompensa, isso porque a motivação para comer não é meramente impulsionada por um desejo de consumir nutrientes e/ou de proporcionar a saciedade, mas também de manter um equilíbrio emocional e psicológico.

 

O estado emocional de uma pessoa pode ser afetado e afetar as escolhas alimentares e a quantidade ingerida, muitas vezes mais que a própria cultura alimentar do indivíduo. A comida está tão intimamente associada ao estado emocional que, normalmente, cada alimento pode desencadear sentimentos e sensações, como por exemplo, comer uma grande quantidade de doces pode significar consolo após uma decepção.

 

As pessoas ingerem alimentos com o objetivo de diminuir os sentimentos de impotência, depressão, perda de controle e de angústia, estresse bem como aumentar sentimentos de alegria. Quando falamos de alimento afetivo nos referimos a comidas e/ou bebidas que nos remetem a alguma lembrança e/ou sentimento do passado e que ao ser consumido proporciona conforto emocional ou sensação de prazer em situações de fragilidade, como exemplo, o estresse, a tristeza, a melancolia, dentre outros.

 

O efeito emocional do alimento provém da produção de dopamina (DA), que, por sua vez, promove estímulos de prazer e de alegria na região cerebral. Sabe-se que, nesse caso, o alimento cumpre um papel reconfortante, mesmo em situações de alto estresse e angústia, em que o valor nutricional do alimento é deixado de lado.

 

Os tipos de alimentos afetivos normalmente apresentam diferenças entre os gêneros, onde, os homens preferem mais carnes e bebidas, as mulheres preferem mais chocolates e sorvetes. Além disso, há diferenças entre as idades, sendo que jovens tendem a preferir mais lanches e os mais velhos preparações mais elaboradas. Em paralelo a isso, recentes estudos demonstraram que o consumo de alimentos afetivos foi associado à diminuição da percepção de estresse e do alívio da solidão.

 

Podemos então concluir que, os alimentos tem uma forte correlação com os sentimentos dos indivíduos, tanto positivamente, quanto negativamente, o que se faz necessário cuidar do equilíbrio emocional para que não se crie desordens alimentares.